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Tabua

Material

Nome comum da planta

Tabua, taboa

Nome científico da planta

Typha domingensis Pers.; Typha latifolia L.; Typha angustifolia L. (rara)

Distribuição no território nacional

Portugal continental.

A tabua é uma planta herbácea perene e espontânea, distribuindo-se, no hemisfério norte, por habitats húmidos, nomeadamente pântanos, margens de lagoas e charcos.

Em Portugal, as espécies Typha domingensis Pers. e Typha latifolia L. encontram-se uniformemente disseminadas pelo território; a espécie Typha angustifolia L. é mais rara e em aparente regressão.

 

Estas plantas apresentam folhas alternas, maioritariamente basais e uma haste simples e sem nós, que suporta as inflorescências espiciformes. As flores femininas reúnem-se numa densa inflorescência cilíndrica, localizada no escapo floral imediatamente abaixo das flores masculinas. Nas espécies de maior porte, a inflorescência pode ter até 30 cm de comprimento e 1 a 4 cm de espessura.

No Algarve e Baixo Alentejo, onde a espécie predomina, tem sido largamente utilizada na arte de empalhamento de bancos e cadeiras, pela sua flexibilidade e resistência.

  

A colheita faz-se entre os meses de maio e junho, quando ainda se encontra verde, preferencialmente na Lua Nova, para, segundo a crença popular, não apodrecer. Após colhida, é colocada a secar ao sol, virando-se em cada três dias, para uniformizar a cor dourada. Por fim, é disposta em molhos e armazenada num local seco, para posterior uso.

 

O empalhamento consiste em torcer porções de tabua para fazer o baraço, que irá ser aplicado na estrutura da cadeira ou banco (feita em madeiras locais, maioritariamente pinho), numa sequência de cruzamentos intercalados por baixo e por cima da estrutura, até formar o assento.

Para este processo, a planta deverá ser humedecida ao relento, de noite, para não quebrar durante o processo de torção.

O inverno é a época mais propícia ao empalhamento, pois evita-se que o material seque demasiado depressa.

Os bancos e as cadeiras eram muito utilizados nas regiões do sul do país, fazendo parte do mobiliário tradicional das casas alentejana e algarvia, conhecendo-se os modelos mais baixos como ‘cadeira de fogo’ ou ‘cadeira de renda’, de acordo com o seu uso.

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