A esteva é um arbusto perene que pode atingir três metros de altura. Os ramos são verticais e abertos e formam uma copa folgada. As folhas, sem pecíolo, alongadas, estreitas e afiladas, são lisas e de cor verde-escura na parte superior e aveludadas na parte inferior, com três nervuras. As folhas e os caules são revestidos por um ládano aromático e muito viscoso que protege a planta.
É uma espécie bastante resistente a períodos secos e a solo perturbados, como pastagens de animais e incêndios, regenerando-se muito abundantemente após os fogos, através do banco de sementes existentes no solo.
No período de floração, entre maio e junho, ostenta flores grandes e vistosas (7 a 10 centímetros de diâmetro) com pedúnculo curto, cinco pétalas brancas (variedade ladanifer) ou com uma mancha escura na base de cada uma das pétalas (variedade maculatus) e sépalas caducas.
O fruto é uma cápsula lenhificada e tomentosa, com 7 a 10 lóculos.
A parte área florida obtêm-se óleos essenciais e o ládano ou lábdano – cuja composição complexa depende do tipo de solvente usado –, que é utilizado na indústria de perfumaria.
Os constituintes da esteva têm uma ação antissética e mucolítica, sendo tendo sido usados no tratamento de problemas do foro respiratório, como tosse ou bronquite.
A madeira de esteva, escolhida pela ausência de nós ou veios, é utilizada em diversos artefactos artesanais, como agulhas, para as correias e para coser cortiços, pregos e pegas, para os tarros, e cabos de colheres, aproveitando a ligeira curvatura dos ramos.