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Renda de Bilros

artes
©DGARTES/Lino Silva/2023

A terminologia “renda” refere-se, neste contexto, a um conjunto de técnicas manuais, através das quais são criados “tecidos” utilizando fios simples, com recurso a uma agulha, que pode ter diversas formas em função do tipo de trabalho a executar, ou com o auxílio de peças de madeira próprias, denominadas de bilros, que dão nome a este tipo de renda. 

Com vários séculos de história, o conhecimento associado à prática da renda de bilros tem resistido ao longo dos anos, à presença das rendas industriais no mercado, assumindo hoje um caráter patrimonial, que representa uma das artes mais notáveis da tradição têxtil portuguesa. 

Esta arte viajou para vários pontos do território, com maior incidência junto ao litoral. Atualmente, os dois principais centros de referência  na produção de renda de bilros são Vila do Conde e Peniche, no entanto, o conhecimento persiste noutras localidades, onde rendeiras apaixonadas pela sua arte se mantêm ativas.

Apesar de ser comum estabelecer a relação entre a renda de bilros e a produção de redes de pesca, pela predominância de maiores comunidades de rendeiras ou rendilheiras em vilas piscatórias, esta teoria tem vindo a ser questionada (RÊGO, 2005). A associação das rendas às redes de pesca, baseia-se na assunção de uma aptidão que as mulheres destas comunidades teriam desenvolvido naturalmente, com a produção e manutenção das redes, fazendo assim uma relação intrínseca entre os nós que formam redes e as rendas. Esta tese carece de alguns argumentos técnicos que suportem a fundamentação circunstancial e, por ora, permanece o ditado popular “onde há rede há rendas”. A disseminação da produção da renda de bilros noutras zonas estará relacionada com a existência de escolas técnicas, que nos sec. XIX e XX, contavam com cursos de desenho e técnicas de lavores femininos, incluindo o da renda.

A ausência de documentação que sustente o traçar da história da renda de Bilros deixa em aberto, quer a origem exata, quer a datação do seu surgimento. Os contextos portuários expunham naturalmente a população ao contacto não só com grande diversidade de produtos e materiais de fora, como com técnicas e produção associadas a estes produtos. As rendas terão chegado a Vila do Conde  por via marítima, pelo seu porto mercantil (RÊGO, 2005). Tal poderá ter acontecido nos outros locais onde está identificada a existência de rendeiras, do Algarve ao Minho.

Com origem na Flandres, os bilros e a técnica de com eles fazer renda terá sido recebida pelas mulheres de Vila do Conde como uma atividade viável para a subsistência. O contexto sócio-económico era frágil e a gestão da economia doméstica era assumida pelas mulheres na ausência dos homens que partiam para a pesca ou emigravam. A prática da renda de bilros, por não necessitar de muito espaço ou investimento em equipamentos particulares, revelou-se uma boa alternativa para gerar rendimento. Para além da técnica, também os desenhos e motivos assimilados pelas rendeiras, tiveram a influência dos padrões que chegavam nas rendas importadas, nomeadamente de França e Irlanda, no caso concreto de Peniche (COCOZZA; RAMOS, 2015). Estas rendas deveriam responder às tendências do gosto da classe abastada, que as utilizavam em grande quantidade, tendências estas quase sempre influenciadas pelas correntes estéticas vindas do estrangeiro.

Na primeira metade do séc. XVIII a produção de renda de bilros tinha um peso socio-económico significativo e a atividade da rendeira era um mister reconhecido. Entre 1749 e 1751 as rendeiras deparam-se com uma resolução de D. João V que proibia o uso de rendas, diminuindo drasticamente a produção e o respetivo impacto económico. Os problemas sociais que daí advieram mobilizaram alguma pressão junto do rei, que acedeu a  atenuar as regras impostas. Só com as políticas de proteção e incremento da economia e do emprego, implementadas por Marquês de Pombal no reinado de D. José, a atividade das rendeiras retomou a importância de outrora, assistindo mesmo a um impulso sem precedentes de produção e comercialização.

No final do séc. XIX (1881) entre Vila do Conde e Azurara contavam-se entre 1000 e 1200 rendeiras em atividade (um terço das mulheres das duas freguesias), com comercialização das rendas para o norte e centro do país (RÊGO, 2005: 248). A partir do início do séc. XX, a produção doméstica dá lugar aos “ateliers de renda”, numa abordagem influenciada  pela industrialização de grande parte das atividades produtivas. O “atelier” recebia encomendas e geria a comercialização, passando as rendeiras a ser assalariadas. Seriam cerca de 750 rendeiras a trabalhar em “ateliers” de rendas em Vila do Conde, nos primeiros anos de 1900.

Em Peniche existe documentação que aponta para cerca de 960 mulheres dedicadas exclusivamente à produção de renda, em meados do séc. XIX. No entanto, o baixo preço pago pelo produto, apesar da sua reconhecida qualidade, levaram a que muitas mulheres abandonassem a “profissão” de rendilheiras. Muitas delas mantiveram a produção apenas nas horas livres. A aprendizagem das rendas era iniciada muito cedo, em casa e na vizinhança ou nas escolas-oficina, onde dezenas de crianças aprendiam a ler e escrever paralelamente à técnica dos bilros. Em 1865 existiriam cerca de 200 aprendizes nestas escolas, com idades entre os 4 e os 10 anos, para além das raparigas que aprendiam em casa (PERDIGÃO: 253). As rendilheiras estavam completamente dependentes das rendeiras ou rendeiros, que eram aqueles que comercializavam as rendas. Eram eles que adiantavam os materiais necessários para a sua execução, como os bilros, a almofada e as linhas, que elas a pouco e pouco iam pagando. Esta atividade estava ligada ao comércio das mercearias, em que os bens de primeira necessidade eram também moeda de troca, ficando as rendilheiras a pagar a pouco e pouco com o seu trabalho. Quando da criação da Escola de Desenho Industrial Rainha D. Maria Pia, em 1887, houve dificuldade em encontrar rendilheiras que frequentassem a escola, uma vez que estavam todas endividadas junto desses intermediários, muitas delas em situações de grande exploração (PERDIGÃO: 254).

A escola teve como primeira diretora a artista Maria Augusta Prostes Bordallo Pinheiro, que introduziu a aprendizagem do desenho e incutiu maior exigência na qualidade e na originalidade da produção, através da criação de novos motivos concebidos em colaboração artística com o irmão Columbano Bordallo Pinheiro. Após várias décadas de atividade bem sucedida, em 1918 a escola passa a chamar-se Escola de Desenho Industrial de Rendeiras Josefa D'Óbidos, com os Cursos de Rendeira e de Costura e Bordados. Paralelamente, há registo na mesma época de duas oficinas de rendas e de um número indeterminado de rendeiras com trabalho individual, em Peniche e nas localidades próximas, que davam resposta a uma enorme procura. A integração da formação em Renda de Bilros na Escola Técnica de Peniche deu ainda continuidade a uma formação qualificada, patente na qualidade e na tipologia da produção desta época, com a industrialização da manufatura das renda em oficinas ou feitoreiras, que se distinguiam entre elas pelos desenhos e piques originais. As sucessivas mudanças das políticas educativas da segunda metade do séc. XX levaram à extinção do ensino formal da renda de bilros (SANTOS, 2006). No entanto, o ensino das rendas não desapareceu, nem a força identitária que ele representa para as mulheres de Peniche, persistindo na Casa de Trabalho das Filhas dos Pescadores (1976-1993) e na Escola-Oficina (1987- atualidade).

Num contexto de sucessivas crises económicas, o crescimento de outras indústrias a disputar a mão de obra mais bem paga, as alterações no papel da mulher na sociedade, as respectivas alterações da moda e do modo de vida das famílias, foram fatores que contribuíram para a redução sucessiva da mão de obra e da procura de rendas ao longo de todo o século XX.  

Para além de Vila do Conde e Peniche, existiam ainda em 1979, outros centros “rendeiros” relevantes, como Caminha, Viana do Castelo, Póvoa do Varzim, Farminhão (Viseu), Nisa, Setúbal, Silves, Lagos, Olhão e nos Açores, onde terá origem a comunidade que levou a renda para o Brasil (EPV/ CEEV, 1982: 141).

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A produção da renda de bilros é uma técnica complexa, sendo necessários vários anos de prática para se atingir um nível de mestria. A prática é fundamental na aquisição da destreza necessária. Em função do tipo de trabalho a executar, os conjuntos de bilros a utilizar podem chegar a centenas. Cada rendeira tem a sua almofada ou rebolo (termo de Nisa). Esta almofada, cilíndrica e com uma abertura longitudinal de um lado ao outro, que facilita o transporte, é forrada com tecido  do tipo chita de algodão, colorido, para contrastar com a renda branca. É preenchida com palha ou outro material que lhe confira alguma rigidez, sem ser excessivamente pesado e possa ser facilmente penetrado pelos alfinetes. A almofada é apoiada numa base ou cavalete, que pode ser de madeira ou em cestaria de vime ou de cana, para que a almofada fique à altura do peito, quando a rendeira está sentada. No entanto, surgem imagens de arquivo em que o trabalho era feito com a rendeira sentada no chão, com a almofada apoiada num cesto baixo ou no colo. 

Os bilros são o elemento principal para o trabalho da rendeira e têm um valor afetivo e simbólico pessoal. Um conjunto de bilros pode ser composto por muitas dezenas. São feitos em madeira, tradicionalmente esculpidos com canivete por familiares das rendeiras ou pelos namorados que os ofereciam como símbolo dos seus sentimentos. Atualmente são feitos em torno e, naturalmente, mais uniformes. A madeira mais utilizada é o pinho, encontrando-se entre os mais antigos a madeira de buxo e a de cameleira. Também existem bilros de madeiras exóticas, considerados de melhor qualidade. A uniformidade e peso dos bilros são características que lhes conferem maior eficácia, facilitando o seu controle nas mãos. Cada peça de bilros é formada por um cabo fino cilíndrico, rematado numa extremidade por um pequena esfera ou saliência, que se repete a meio do cilindro, delimitando a zona onde se enrola a linha. Na outra extremidade, por uma esfera maior ou por uma forma ovalada, onde os dedos seguram para os manobrar. Em Portugal são mais característicos os bilros que terminam em esfera, mas quando surgem com um formato ovalado são conhecidos por bilretas (EPV/ CEEV, 1982: 146). Cada fio da renda corresponde a um bilro.

O terceiro elemento fundamental do trabalho com os  bilros é o pique, onde se marca o desenho a executar com um picotado. É o pique que define o número de bilros a utilizar e a ordem sequencial em que estes se devem cruzar, para obter os pontos da renda. A rendeira utiliza dois piques exatamente iguais, para ir colocando em sequência à medida que a renda avança. Este processo tradicional foi sendo dispensado por algumas bordadeiras mais experientes, que produzem a renda diretamente sobre o desenho, sem recurso às marcações do pique.

A rendeira tem ainda que dispor de muitos alfinetes, de uma tesoura e de linha. Até meados do séc. XX, quando a produção nacional de linho era significativa, a linha utilizada era de fio de linho, muitas vezes fiado pelas rendeiras, que o cultivavam. No último século a linha industrial de algodão generalizou-se, sendo a mais utilizada a de espessura n.º 20 (muito fina), sempre na cor branca (EPV/ CEEV, 1982: 148).

A renda de bilros caracteriza-se por ser muito fina e delicada, com um universo de pontos e padrões que permite uma enorme diversidade de resultados. Reconhece-se uma renda de bilros pelo fundo/campo, que é a base da peça, semelhante a uma rede fina, que é alternada com áreas mais ou menos fechadas, por vezes com elementos tecidos integralmente que criam algum relevo e que compõem os desenhos de ornamento. Chama-se ao ponto de fundo “passadeira” ou “brides” ou rede de malhas. Os pontos mais utilizados na realização dos motivos são o “ponto de panhi”, “meio ponto”, “ponto de bruxelas”, “ponto de palhinha”, “ponto de rosa ou de casamento” e o “ponto valenciano”.  Existem ainda os seguintes pontos de remate: a “Fita de pé” que é uma espécie de ourela; a “Pontinha” ou “Coroa” que rematam a parte baixa da renda e o “Pé” que faz um cordão torcido para remate da extremidade inferior (MAGALHÃES, 1959).

O processo de produção de uma peça começa pelo desenho e pela sua passagem para o “cartão” ou “pique” que vai funcionar como guia para a construção da renda. A tarefa de “picar” consiste em fazer, no cartão ou pique, o picotado necessário para a realização do desenho do bordado. Após a furação do pique passa-se ao riscar do desenho com uma caneta, realçando os motivos que vão ornamentar a renda. Num grupo de bordadeiras, esta tarefa é da responsabilidade das “picadeiras”, que são rendilheiras especialistas. 

A técnica da renda permite trabalhar com um número ilimitado de fios, e a cada fio corresponde um bilro. O trabalho desenvolve-se manobrando grupos de quatro bilros de cada vez, dois em cada mão. É o modo de cruzar e torcer os fios que confere a forma aos diferentes pontos que compõem a renda. As mãos imprimem aos bilros uma complexa sequência de movimentos de rotação, entre os dedos polegar e indicador, que os fazem passar uns por cima dos outros, com uma métrica própria que resulta no entrecruzar das linhas, de modo a obter o ponto pretendido. O desenho a executar fica definido pelos alfinetes que,  espetados na almofada na vertical, estruturam a sequência dos nós e garantem que a malha se mantenha firme. À medida que a renda avança, os alfinetes são passados para a área seguinte do desenho. Uma vez pronta a renda, é a vez do trabalho passar para as mãos da cerzideira, que tem a função de cerzir as diferentes partes de renda, ou seja uni-las de forma o mais invisível possível, para criar a peça final (PERDIGÃO: 261).

Segundo a descrição de Calvet Magalhães (1959), verificam-se as seguintes etapas, que se vão alternando na produção da renda: 

  • Correr o bilro ou puxar a linha, isto é, imprimir ao bilro um determinado movimento, de maneira a que a laçada dê de si, e a linha que fica entre a renda e o bilro aumente.
  • Cobrir: tapar o risco ou pique com a execução da renda;
  • Dar a volta: passar uma, duas, ou mais vezes o bilro da direita  por cima do bilro da esquerda, do mesmo par;
  •  Cruzar: passar o bilro interior do par da esquerda por cima do bilro interior do par da direita, sendo necessário para esta operação duas mãos e dois pares de bilros;
  • Deitar a asa ou o laço: dar uma laçada na linha enrolada no bilro, de modo que se possa esticar o bilro sem que a linha se desenrole;
  • Encher os bilros: enrolar a linha no bilro usando o polegar e o indicador da mão esquerda, para segurar a linha e esticá-la,  e os mesmos dedos da mão direita para imprimir ao bilro o movimento rotatório;
  •  Espetar ou pregar: meter os alfinetes no buraquinho do pique, depois de feito o ponto;
  • Tirar: levantar os alfinetes dos buracos em que primeiro tinham sido colocados para assegurar a conservação da malha; esses alfinetes são utilizados novamente nas rendas;
  • Torcer: imprimir ao bilro um movimento rotatório, de modo que a linha nele enrolada fique bem torcida. 
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Do ponto de vista da temática tratada nos desenhos das rendas, verifica-se que os motivos vegetalistas e florais são os predominantes, estilizando e simplificando o traço na representação de flores, espigas e folhas. São também comuns os elementos geométricos como arcos, quadrados e losangos. Em Vila do Conde, em meados do séc. XX eram comuns os desenhos com a temática do mar, como conchas, lapas, búzios, algas, peixes e estrelas do mar (MAGALHÃES: 1959). A expressividade destes motivos é conseguida pela utilização de pontos diversos, escolhidos com criatividade e conhecimento profundo da técnica. A base da renda, que serve de fundo aos motivos, é uma rede de malhas fina, composta por aberturas maiores ou menores, em função do efeito pretendido. As áreas de “cheio” são feitas com ponto de pano e meio trocado ou crivo (EPV/ CEEV, 1979: 149)  

Paralelamente à utilização continuada de muitos desenhos tradicionais, que estão identificados e caracterizados, foram sendo introduzidos novos desenhos. Um traçado original exige por um lado conhecimentos técnicos de desenho e, por outro lado, conhecimentos da produção de rendas, de modo a garantir a adequação do esquema à técnica dos bilros. (PERDIGÃO: 254).

Em Peniche os desenhos estão organizados nas tipologias “eruditas” e “populares”. A renda “Popular: é a renda cujos motivos do desenho são ligados entre si por tranças pastilhas e a renda cujos fundos, de carreiras ou outros pontos, ligam motivos geométricos contornados com um fio mais grosso denominado torçal.” A renda “Erudita: é composta de desenhos ornamentais com motivos florais e outros de grande beleza e crescente dificuldade na sua execução, na qual se aplicam fios mais finos e pontos de fundo variados, entre os quais se destaca o ponto de tule, que ultimamente tem sido substituído por pontos mais simples, como carreiras abertas ou fechadas”- Ida Guilherme (PERDIGÃO: 258).

A renda de bilros de Vila do Conde conta com 13 pontos distintos e 79 motivos diferentes, naturalistas e geométricos (estudo de 2005). Esta diversidade é uma das riquezas destas rendas, potenciando o seu desenvolvimento e adaptação a cada época, garantindo a sua continuidade (RÊGO, 2005: 249).

A renda de bilros, antes da existência da renda industrial, era procurada para todos os tipos de ornamentação de têxteis de luxo, de vestuário e de uso doméstico. Golas e punhos, encaixes para vestidos, luvas de senhora, lenços, são apenas exemplos de aplicações destas rendas. A roupa da casa consumia também uma enorme variedade de rendas em toalhas, naperons, lençóis, cortinas, etc.

A arte das rendas de bilros passou por períodos de grande abandono, com a diminuição drástica da procura. No entanto, as rendeiras, detentoras de um conhecimento singular, mantiveram esta arte viva ao longo do tempo, acima de tudo por paixão e tradição.

Atualmente, a atividade das rendeiras adquiriu novos contornos, menos como forma de rendimento e mais como preservação de um património cultural (RÊGO, 2005: 249).

As entidades locais e regionais, têm vindo a criar ferramentas de desenvolvimento e promoção da Renda de Bilros, por compreenderem a importância da sua salvaguarda e o seu potencial cultural e económico. Entre as medidas implementadas encontram-se escolas de formação; a criação de equipamentos como o Museu da Renda de Bilros de Vila do Conde; a promoção de eventos de caráter nacional e internacional, como a Mostra Internacional Rendas de Bilros de Peniche, que reúnem rendilheiras de várias partes do mundo com programação específica em torno da renda; a promoção de workshops e concursos de inovação ou o estabelecimento de parcerias com outras entidades de áreas afins, como por exemplo, o Centro de Formação Profissional da Indústria Têxtil, passíveis de alargar a utilização das rendas de bilros a outras áreas de mercado. Estas iniciativas são de enorme importância para garantir a ligação das comunidades à produção artesanal tradicional, promovendo a renda de bilros não apenas como um objeto de consumo, mas acima de tudo como património vivo e de importante relevância cultural  (RÊGO, 2005: 118).

Bibliografia 

  • BRANCO, Conceição; SIMÃO, Jorge (1997). Modos de Fazer. Guia do artesanato Algarvio. Faro: Região de Turismo do Algarve.
  • COCOZZA, Glauco de Paula; RAMOS, Tânia Biesl (2015). Anais 3° Colóquio de Pesquisa em Arquitetura e Urbanismo e Design Brasil-Portugal. Minas Gerais/ Lisboa: FAUeD-UFU/FAUL.
  • Escola Preparatória de Viseu/ Centro de Estágio de Educação Visual (1982). Artes e Tradições de Viseu. Lisboa: Terra Livre.
  • LIMA, Rui de Abreu de; LIMA, Eglantine M. (1997). Artesanato tradicional português III: Algarve. Lisboa: Direção-Geral de Turismo/ Associação Industrial Portuguesa.
  • MAGALHÃES, M. M. Calvet de (1959). Rendas e bordados tradicionais: iniciativa da Junta de Turismo da Costa do Sol. Estoril: Sociedade de Educação Social.
  • MAGALHÃES, M. M. Calvet de (1970). Bordados e Rendas de Portugal. Coleção Educativa, série N.º 10.  Lisboa: Direcção-Geral do Ensino Primário, 3ª edição.
  • PERDIGÃO, Teresa. «Rendas de Bilros de Peniche, séc XX e XXI. O custo de uma sobrevivência a custo». In PIRES, Ana (2009). Fios: Formas e memórias dos tecidos, rendas e bordados. Lisboa: IEFP/ FIA.
  • PIRES, Ana; RÊGO, Pedro (2005). Rendas de Bilros de Vila do Conde. Vila do Conde: Associação para a Defesa do Artesanato e Património de Vila do Conde.
  • RÊGO, Pedro. «Rendas de Bilros de Vila do Conde». In PIRES, Ana (2009). Fios: Formas e memórias dos tecidos, rendas e bordados. Lisboa: IEFP/ FIA.
  • SANTOS, Miguel Dias (2006).  Contributos para a história do ensino técnico profissional em Peniche. Peniche: Escola Secundária de Peniche
  • VASCONCELOS, Joaquim; VIANA, Maria Teresa (1983). Indústrias Portuguesas. Estudos e materiais, 2. Lisboa: Instituto Português do Património Cultural

Webgrafia

  • Rendas de Bilros. Tradição e património (2015). Faculdade de Letras da Universidade do Porto [disponível em artsandculture.google.com]
  • A Renda de Bilros de Peniche [disponível em cm-peniche.pt]
  • Rendas de Bilros de Peniche (2019) [disponível em e-cultura.pt]
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